Os 5 melhores filmes de Quentin Tarantino


Quentin Tarantino
O tempo voa! Há uns 20 anos, um jovem sonhador batalhava por um lugar ao sol na competitiva meca cinematográfica de Hollywood. O seu roteiro de Amor à Queima Roupa seria filmado por Tony Scott e ele engatilhava uma produção independente que seria sensação cult. Não demoraria até que o seu imenso talento, diálogos inteligentes, violência intensa e o conhecimento enciclopédico da arte o tornassem o expoente do mercado independente. Folclórico, influente e merecidamente idolatrado, Quentin Tarantino completa hoje, 27 de março, 50 anos, e embora o seu currículo seja seletivo e curto, dá para espremer um top 5, com uma maravilha atrás da outra.
5. Kill Bill: Volume 2 (2004):  incluo-me no grupo dos que criticaram Tarantino por dividir em duas partes o épico de vingança d’A Noiva, imortalizada por Uma Thurman, contra o bando de assassinos que tentaram assassiná-la no dia do seu casamento. Hoje,  mordo a língua! Distinto em tom e ritmo do frenético volume anterior, sobre o qual comento a seguir, este desfecho é reflexivo e confia na força da narrativa, mas sem abandonar as empolgantes lutas que marcaram o antecessor. E duvido se você não imitiu Elle Driver e saiu assobiando do cinema.
4. Cães de Aluguel (1992): ah, se todos os diretores novatos tivessem pulso firme e inteligentes decisões como Tarantino em seu primeiro trabalho de destaque. Aqui, o roubo graúdo de uma joalheria tem consequências nefastas com as quais um bando de ladrões batizados por cores deve lidar. Como um típico filme de Tarantino, espere um banho de sangue, diálogos pop e aparentemente fúteis, a não-linearidade da narrativa e um desfecho explosivo.
3. Kill Bill: Volume 1 (2003): ação ininterrupta, decapitações, desmembramentos e bastante sangue, a homenagem de Tarantino aos filmes de artes marciais de sua infância é visceral e supera com folga a fonte de inspiração. Destaque para a antológica – não há outro termo para descrever – luta final entre A Noiva e o clã comandado por O-Ren Ishii, personagem de Lucy Liu, e claro, para a dedicação absoluta de Uma Thurman ao papel.
2. Jackie Brown (1997): revi tantas vezes este filme que perdi a conta, graças à narrativa cheia de alternativas, diálogos fáceis de se encontrar repetindo por dias (o meu favorito é a descrição da AK-47 feita por Samuel L. Jackson), a inspirada trilha sonora composta por composições de The Delfonics, a banda predileta do agente de fianças interpretado por Robert Forster, e o retorno da musa do blaxploitation Pam Grier. Afinal, como poderia ser ruim um clássico Tarantino adaptado do livro de Elmore Leonardo? Impossível.
1. Pulp Fiction – Tempo de Violência (1994): vencedor do Oscar de melhor roteiro – Tarantino venceria o prêmio novamente este ano por Django Livre -, é o trabalho em que o cineasta explora ao máximo todas as ferramentas que lhe renderam prestígio para criar uma narrativa fragmentada e violenta que salta no tempo com frequência e fascina com igual facilidade. Pasmem: este foi somente o segundo trabalho do diretor.
E para você, qual o melhor filme de Quentin Tarantino?
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